terça-feira, 14 de abril de 2015

POR MIM


POR MIM
Pelos galopes que já dei na vida
em campos e cantos atirada
por nada que soubesse ou dissesse
a vida, a lida, o sentir amor...

Pelos degredos medos e que mais
e tais os sonhos que ninguém sonhou
becos estreitos peitos de poeta
guardando versos pra posteridade...

Pela rugosa pele do meu rosto
e pelo brilho que insiste em ter
em ver e declarar um amor estranho
falar com olhos para ensandecer...

Por todo choro que te lava a alma
eu faço versos sem rimar desejos
com beijos que te colem à minha boca
só poesia e nada mais que isso!


Dorothy de Castro
— com Afonso Es

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