segunda-feira, 12 de agosto de 2019

SETESSÍLABOS

Leia minhas redondilhas,
Setessílabos poéticos,
Que escrevi para você,
Sinta nessas maravilhas,
A saudade que inda tenho,
Sempre que a lembrar-te venho!

Diz que é maldade a distância,
A falta que nos fazemos,
A ausência que nos tortura,
Nosso amor em loucas ansias,
O desenrolar da vida,
O machucar da ferida!

Leia minhas redondilhas,
Antes de mais nada, leia,
Queria estar em seus braços,
Em noite de lua cheia,
Sinta nessa maravilhas,
Setessílabos de amor!

Dorothy de Castro                         





domingo, 11 de agosto de 2019

CHEGADA A HORA.

Sua benção meu pai...
Nem é por ser teu dia,
Te lembrando em poesia,
Numa lágrima que cai...

Aqui nesse corredor...
Vejo teu rosto,
Cansado, exposto,
Lembro o amor...

O que tiveste por nós,
Antes de ires,
Antes de partires,
Deixando-nos tão sós...

Da nossa mãe o pranto,
Correndo pelos trilhos,
Nos olhos dos teus filhos,
Descia o choro santo...

Morreste, velho pai,
Chegou a tua hora,
Estás com Deus agora,
Vai meu gigante... vai!

Dorothy de Castro




domingo, 21 de julho de 2019

MEDOS ABRAÇADOS

O que é o amor?
Uma dança  suave, que dura
enquanto toca a música
do estigma de sexualidade...

O abraçar dos medos
e dos defeitos...
Sem o projeto da imagem
falsa, ondas azuis...

Detalhes inoperados...
vestindo momentos,
Ouvindo baixinho,
Seja dado, gostosinho...

Cada amor é único,
Presencial e significativo,
O pretendido, querido,
Trocar pequenos segredos...

Amor...De beleza doce!

Dorothy de Castro


quinta-feira, 27 de junho de 2019

CONEXÃO

Viver até onde a vista alcança...
numa alquimia refinada,
Todas as canções de amor...
Um destino múltiplo...

Que poder tem uma voz?
Lançar luz sobre as sombras,
A confiança transforma
Um momento de descaso...

Você já parou pra pensar,
Entre uma conversa e outra,
Olhos detidos nos olhos?
Quase um sistema de cotas...

Parte cabeça, meu corpo ,
Deu sinais de mim,
Novas contemplações,
A lei do seguinte minuto...

Mulher autodeclarada,
Sou toda musa dele...
Papo reto, mais leveza,
Amor genuíno, próprio, realista...

Romântico! bucólico...Ah o amor!

Dorothy de Castro




quarta-feira, 8 de maio de 2019

RIMA ESCONDIDA

De que me vale fazer verso agora
Se mal posso te pedir que o leia,
Se com justa razão a lua cheia,
Esconde  a rima e não colabora...

Ao largo, passa então o meu poeta,
Qual beija-flor de mim enamorado,
Anseia sucumbir ao meu pecado,
Lamber-me a rosa, sua predileta...

Ilesa estou da culpa de  safada,
É só um poço fundo de desejos,
É só o engolir desses meus beijos...

Diz que me ama, mas depois desdiz,
Enciumado briga em poesia,
Mas ai, só quer o meu amor mais nada!

Dorothy Castro



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

INTIMIDADE

De mim sou intima, sou escancarada,
asas abertas, prestes à voar...
vindo de longe, sou o vento forte,
alguém que espera habitar o amor...

Tão deslumbrada, tão desconhecida,
Num descontrole, quase noiva agora...
tua camisa abrindo, a mão nos pelos...
segredo desvendado na intimidade...

A lágrima rolando triste no teu rosto,
a emoção que forjas, no passar, no amar...
e tantas vezes, quantas me quisesses,

Eu me daria, louca em teu lençol,
irrequieta, me fazendo moça...
te beijaria afoita, à luz do sol !

Dorothy de Castro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O HOMEM NOSSO DE CADA DIA

Seria democrático esse homem?
Considerando que o amor,
Tem vida própria, tem coisas...
E onde fica a minha anomalia?

O amor é ciumento, sim, ele é,
Ele briga com a pornografia exterior,
Quer ser evolucionário, quer ser amor...
Odeia dividir na matemática.

Alguém faz o espetáculo visual,
E os peitos europeus estão ai,
Para o sossego do nosso homem...
Que vive na ilusão do encontro.

Dorothy de Castro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

SONETO INCONCLUSIVO





A vida é regalada do que é de gosto
posto que seja regalo-me de ti...
minh'alma doida desfolha um mal
me quer e eu... mulher tão louca

me faço rouca pra falar de amor
e expor delicias ao amado ausente
compondo meus poemas  fogueados
que teus desejos deseja me supor...

Se essa paixão ficar inconclusiva
e se batermos nós em retirada
não mais amada hei de ser por certo...

Mas longe ou perto só restando o fim
certeza eterna de poder lembrar
que nem um verso mais terás de mim...


Dorothy de Castro

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

LIBRE

De toda lei, se cobre o meu amor,
e a liberdade que vejo se aproxima,
eu sou poeta fazedor de rima,
me rasgo em versos me perfumo em flor!" 

Dorothy de Castro

domingo, 8 de julho de 2018

BUQUÊ DO BARDO




Eu sou a flor, que insiste
em ser mais triste, no momento
em que me despetalo,
o talo frágil se parte com o vento...

Me faço flor como pede o poeta,
empresto as cores d'algum colibri,
e no jardim do amor onde eu nasci,
vi florescer um verso em linha reta...

Sibila o vento me levando a vida,
me arranca a alma já desfalecida,
esquece o bandoleiro que sou flor...

E que preciso enfeitar os campos,
com minhas pétalas secar o pranto,
com meu perfume inspirar  amor!

Dorothy de Castro



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