quarta-feira, 15 de março de 2017

HORA DO AMOR



"Ele me chama pra fazer amor,
e tem que ser agora, naquela
horinha de Deus, depois....
a gente se fala, ou se cala 
se preciso for...por ora é só,
ele tem pressa de fazer amor!"

Dorothy de Castro


quarta-feira, 8 de março de 2017

EU ... MULHER!



Descubro em mim, admirável  força,
que não sabia existir ainda,
mas, existe... Embora triste eu seja,
a vida perdoando...Eu mulher!

Carrego as dores que escrevo em versos,
e ofereço à quem careça ler...
invejo a sina de quem tem o amor,
desejos ardejando...Eu mulher!

Relembro dele mil promessas loucas,
delírios juvenis fáceis de ter,
embora fossem ilusões viris,
seu corpo brasa ardendo...Eu mulher!

Atenta escuto agora o que me diz,
a vida mentirosa, a falsa vida,
que me fará seguir inconformada,
mulher de quem quiser...mulher,
mulher...Eu mulher!


Dorothy de Castro



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ENLEVAR-SE...




...Depois de chegadas e partidas,
depois de adeuses e retornos,
depois disso, se racionalizar?
reconhecer erros primários?

E essa química que é física
e psíquica, como é que fica?
nossas alterações cerebrais,
pedindo sempre e sempre mais...

E dá pra gente escolher, entre
ter razão e se jogar? Não dá...
o desapego não rola, lembranças
acontecem, funcionam como drogas...

E nossa dependência química,
amorosa, faz parte da paixão...
é biológica, fisiológica e como for,
detectada, é extremamente amor!

Dorothy de Castro

domingo, 5 de fevereiro de 2017

GRITOS DE AMOR





Pedir à Deus que me renove a alma
que arranque do meu peito a solidão
que de andarilha já não tenha os passos
e outros braços não me busquem em vão...

Pedir aos céus que em presumidos voos
gaivotas passem rentes como antes
num desenhar de belas bailarinas
e tragam mais amor para os amantes...


Pedir aos mil fantasmas que me rondam
que afastem tantos beijos que imagino
respeitem por favor a minha dor...

Pedir que essa loucura seja breve
e se não for pra longe então me leve
pra não ouvir os gritos desse amor!


Dorothy de Castro


sábado, 4 de fevereiro de 2017

DESDÉM




Da minha boca desdenhou o beijo
das minhas mãos o toque desdenhou
e me atirou à rir num calabouço
onde não ouço me chamar de amor...


E os sonhos mais bonitos acordaram
depois do pesadelo a despedida
pobre de mim poeta na desdita
de ver morrer "a ilusão perdida"...

São mortos sim os versos que escrevi
e os dias que passei apaixonada
de nós nada restou não sobrou nada...

E minhas noites ermas surgirão
na sombra desenhada do teu rosto
exposto nos meus olhos...Solidão!


Dorothy de Castro  


domingo, 29 de janeiro de 2017

"A GATA COMEU"

     



A festa vai começar
presente do meu amor
pra ti e pra ninguém mais...

Quem sabe a paz
que esperamos chegue
agora... na hora de ser

Feliz... Me diz se é isso
que queres... eu entre
as outras mulheres...

As que gritam
como loucas rasgando
as roupas todas babadas...

Coitadas que pena
eu tenho e nem faço
empenho que fiquem...

Que forcem a barra
a farra é minha e o amor
chegou para mim é meu...

E a sua "gata comeu"


Dorothy de Castro Poeta;

sábado, 21 de janeiro de 2017

"COISAS DA VIDA"





Ele me disse que depois de mim
Não haverá um outro amor assim
E tudo que esse novo amor quiser
Ele dará assim que ela  vier...

Ele me disse que não vai amar
Com essa intensidade que me ama
Que eu sou a sua flor o seu jardim
Que sou a sua santa a sua dama...

Que a outra terá tudo do melhor
Terá o carinho que precise ter
O aconchego feliz do bom marido...
Talvez desejos de fiel líbido...

Ele me disse que depois de nós
Quando calar-se minha pobre voz
E a minha boca não beijá-lo mais
Não terá outra o seu amor jamais!


Dorothy de Castro

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

DE CORPO PRESENTE




Escapei,impune e impura
ou quase pura? escapei ilesa,
permaneci acesa, a te esperar...

Não exprimi , nem aspirei, a vida
que não fosse a tua, mas agora...
antes, não houve nada, tudo morto...

Destino torto e mal escrito feio,
e o corpo, quase não sente...
mente apenas e somente, mente...

E resta guardar no poete azul,
a corda  grossa do enforcamento...
amor ausente, e o corpo, tão presente!


Dorothy de Castro



sábado, 14 de janeiro de 2017

DELICIAS DOIDIVANAS




Faço chegar um beijo apaixonado
à tua boca ávida e faminta...
tão duros seios como fossem pedras
anseiam ser tocados e sugados...

Bem que ergueria o vestido rosa
pra que pudesses ver a renda preta
que esconde o que mais gostas
que mais amas nas delicias doidivanas...

Ah, que tortura e que gostosura
o chavear da porta onde ficamos
no quarto nos pegando  nos amando
a mão a deslisar pelo teu corpo...

Entre gemidos e insultos loucos
ficamos roucos e eu mais passiva
meu corpo trabalhado pelos anos
beijo-te a nuca com desejo insano...

E te amo, ah, como te amo!


Dorothy de Castro








terça-feira, 10 de janeiro de 2017

SONETO MAIS QUE TRISTE



Chegou na timidez mais desejada
Foi rodeando com passivo medo
Corria às tardes para ler os versos
Colou as fotos revelou segredos...

Me fez sonhar eom asas e voar
E visitar a terra prometida a vida nova
Como essa trova que postando agora
Fiz ao soneto e o poeta chora...

Ao destruir o sonho dos amantes
Quebra-se a lira e tudo se esfacela
Amargo é o beijo que na boca dela,

Guarda uma cor vermelho delirante
É mais que triste esse meu soneto
É mais do que saudoso  mais distante!

Dorothy de Castro







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