quinta-feira, 17 de maio de 2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

SUSSURROS




O dia amanhecendo e eu colocando,
as pernas embaixo da janela, pra tomar
um sol de raios quentes e a tua voz,
chegando e falando de amor...

O quarto estremecendo, pelos
sussurros que eu te devolvia, e o sol
à me queimar a pele e o amor, à me
dizer, espere,.. já vem o céu...

A fronha de um bordado delicado,
meus dedos se afundando, os
olhos revirando, pudesses ver-me...
Ah, meu amor... Pudesses ver-me!


Dorothy de Castro






sábado, 17 de março de 2018

EMOÇÃO

E quando aos berros trazes teu amor,
na embriagues sem nada ter bebido,
acreditando em fragmentos lidos,
em meus poemas à morrer de dor...

Ah, criatura quem me dera a sorte,
de ser a tua amante e companheira,
de acompanhar-te pela vida inteira,
e que ao morrer não estranhasse a morte...

E o lábios esmagados por teus beijos,
e os olhos de amor extasiados,
causando emoção em quem passasse...

Depois vem a partida a despedida,
e o sonho novamente se faz triste,
e a poesia é tudo que inda existe!

Dorothy de Castro (Poeta)

terça-feira, 13 de março de 2018

PERGUNTE PELO DIA




Para que serve o dia, me diga,
para que?O extasiar do dia
a busca de uma nostalgia talvez
dança das horas, minhas senhoras...

Mulheres carpideiras que o choro
cai em profusão, e o coração
nem sente, e se sente mente...
então para que serve o dia?

Quer se fundir no homem
eterno lobisomem? Me diga
doce e apaixonada rapariga...
para que serve então o dia?

Respondo e não  hesito ao
responder o dia existe
pra que chegue a noite
e o meu poeta faça poesia

Na madrugada que antecede
o dia!


Dorothy de Castro

sexta-feira, 9 de março de 2018

sábado, 3 de março de 2018

TESÃO SECRETO

Havia o êxtase testemunhado
pela poesia e mergulhado
numa espera fria  onde eu viria
e seria tua  para todo o sempre...

Os moralistas podem não gostar
podem ofender e até apedrejar
mas havia sim o amor atemporal
aquele amor animal às vezes...

beijar teus ombros e teus ouvidos
te provocando algum tesão secreto
em forma de poema eu te daria...

Veio a distância veio a nostalgia
e as decisões tomadas pela vida
não vale um terço dessa poesia!


Dorothy de Castro

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ADEUS ÀS ILUSÕES

Te espero amor à sombra  da marquise
Te aguardo amor com todos  os desejos
Sei que não perdoas esses meus deslises
Mas tua boca anseia todos os meu beijos...

O medo amor que tens de ser enamorado
Talvez porque já viste a mesma história antes
Querias ser ditoso por ser apaixonado
O mel nupcial não febre dos amantes...

Mas que fazer se a vida escreve diferente
Se o fogo desse amor que está queimando a gente
Escorre em nossas veias em nossos corações...

E se eu não vivo amor sem esse fogo louco
É que por certo amor também não amas pouco
Então porque dizer adeus às ilusões???


Dorothy de Castro  Orgasmo Poético

...

domingo, 25 de fevereiro de 2018

SEI DA FALTA

Aos  olhos dos entendidos
e dos normais eu não sou
boa o bastante para não
ser apontada, eu dou risada...

Eu sei de amores sei de dores
coisas de flores eu sei até
do sabor do café amargo e
triste que consumiste...

Sei do supra sumo da fruta
eu sei da puta que não pariu
mas que sorriu ao ser chamada
assim classificada pregada...

Eu sei do sexo sei do convexo
agasalhado no concavo aninhado
sei de uma falta que sinto 
às vezes minto no poema sem nexo!

Dorothy de Castro

sábado, 10 de fevereiro de 2018

FOLIA DA NOITE

Eu e a noite nos entendemos,
somos solitárias, enquanto não
adormecemos...Somos iguais...

Depois o silêncio vem cutucar
o sono que não vem, não vem,
nos aninhamos, um no outro...

O amor que durante a noite toda,
mora na lembrança da sensualidade,
quer o enlaçar de pernas, o roçar...

Os traços gravados na memória,
o olhar brilhante, a noite é nossa
e vem, fazer folia no nosso bem!

Dorothy de Castro


domingo, 4 de fevereiro de 2018

JÁ SE FAZ NOITE

Amado venha, que já se faz noite,
e o açoite desce como chicotadas
no peito da gente... E nada, nada
meu amor é mais sagrado,
que o teu falar, que a tua voz dolente...

Cobrar o teu amor já é costume,
deixa que eu diga, deixa que o ciume,
te puxe pelo braço e faça indagações,
já se faz noite em nossos corações...

Venha com jeito, venha por caminhos,
teus conhecidos onde teus gemidos,
fizeram coro com os passarinhos...

Aqui te espero e me desespero,
numa saudade ansiosa e louca,
venha colher os beijos dessa boca!

Dorothy de Castro



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