domingo, 13 de setembro de 2015

TAMBÉM CANTAREI A BUNDA





Que graça achou na bunda esse Drummond?
Via sorrisos que emanavam dela mas...
A tragicômica bunda nem sorria senão veja
Sentada ali no banco de uma  igreja...

Na parte de trás do corpo aquela bunda
Se confundia com as flores do vestido
E os meios dela suavam pelo calor
Ajoelhada se via fazendo amor...

E suas gêmeas partes redondinhas
Quanta atenção chamavam para si
Via o poeta coisas anormais
Naquela bunda branca onde a mais

Avolumada forma se empinava
Drummond acorda desses sonhos feios
Não fale dessa bunda e sim dos seios
Já viste a bunda em outros carnavais!


Dorothy de Castro




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