sábado, 5 de julho de 2014

BEBER DOS VENTOS



Ama-me então do jeito que quiseres
E que souberes amar, mas, ama-me
No puro encanto da ideia sublimada...

E se estiveres mal acostumado
Por receberes de mim versos insanos
Pensa que já não viverei mais tantos anos...

Que a menor parte é essa que te deixo
Herdeiros tenho atados em meu peito
Feitos por mim da minha alma e corpo...

Mas se me amares, outros sofrimentos
Irão falar-te com certeza à noite
Quando por mim hás de beber os ventos!


Dorothy de Castro


1 comentários:

evandro junior disse...

maravilhoso poema, cara poeta e amiga

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