Um dos meus olhos te guardaNa retina docemente
O outro te mantem longe
Com essa visão indecente...
É assim que eu imagino
Meu gostar e desgostar
Por vezes és meu menino
Que eu amo ver sem destino...
Outras vezes, numa briga
Meus gritos ressoando e te xingando
Sem a paciência da formiga...
E num desejo meu que sobe e desce
E num feitiço teu que desafora
Me manda embora, chora, e ai me esquece!...
Dorothy de Castro Orgasmo Poético








0 comentários:
Postar um comentário