quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CARTAS DE AMOR



Num movel poeirento ele guardava
As cartas do passado mais que antigo
Tinha um odor talvez de papel velho
O ranço de um amor fugaz e amigo...

Engavetadas cartas no desvão
De uma gaveta toda cupinzada
Rangendo quando aberta em sopetão
Mão tremulando já encarquilhada...

Aperta os olhos o poeta louco
Para a leitura  saudosista e triste
Precisa ler ao menos ler um pouco
Saber se a letra ao tempo inda resiste...

Começa assim: Inesquecível  bem
Te amo tanto mais que a minha vida
Tão tenebrosa é a sorte sem guarida
Tão triste a noite quando o amor não vem...

Vivo morrente de paixão insana
Tudo sucumbe em minha vida triste
Na alma acesa a dor de quem te ama
E no meu beijo só teu gosto existe...

Vendo o poeta  que já  não consegue
Ler as missivas porque o choro desce
Sem ter um mar por onde a dor navegue
Vai ler as cartas em forma de prece!!!

Dorothy de Castro  Orgasmo Poético

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