terça-feira, 8 de março de 2016

AUSÊNCIA




E nunca mais olhei nos olhos teus,
porque já eram e agora os meus,
se negam à outros olhos querer ver...

E o mundo segue dia após dia,
E de você apenas seus retratos,
e algumas roupas que ficaram aqui...

Lembro-me agora de uma gravação,
que me fizeste com teu violão,
Ah, meu amado eu me lembro sim...

Tão doce a tua voz o teu cantar,
de amor, de dor, talvez aquelas,
que sentias e me dizias triste...

E agora que partistes só me resta,
as estradas que se abrem em outros trilhos,
sigo meus passos à carregar  teus filhos!


Dorothy de Castro



0 comentários:

Postar um comentário

Poesias Pontilhadas © 2008. Design by :Yanku Templates Sponsored by: Tutorial87 Commentcute