sábado, 17 de outubro de 2015

SANGRIA


Chorar teus braços, que não tenho
a me envolver aqui e agora,
fora as lembranças que me guardam
o peito, a te lembrar somente...

Nada é mais triste que a certeza
aberta, aos meus delírios de não
verte mais... como a tristeza
de não ser contigo, não mais...

A roupa a incomodar a pele,
querendo se rasgar no corpo,
quanto me diz de sopros de saudade,
um não me deixes faço amor, em versos...

Leia-me agora com sofreguidão,
entre bem devagar em minhas veias
quentes, as rimas de um poema louco...
Ah, volta amor... te tenho, mas é pouco!


Dorothy de Castro

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