quarta-feira, 3 de julho de 2013

SAUDADE AVASSALADORA





Faz-se memória o amante
Olhar perdido no quarto
Lá fica um quarto de hora...

Aperta os dedos os medos
Aperta o peito de dor
Depois se estrebucha e  chora...

Lembra as gostosas malicias
As posições os chupões
Os beliscões as delicias...

A bunda branca pra cima
Dançando na horizontal
Tão mulher e tão menina...

Saudade ri do amante
No quarto desarranjado
Saudade fala avassala!


Dorothy de Castro

1 comentários:

evandro junior disse...

Poema lindo, Dorothy, profundo, lírico. maravilhosa forma de poetar, parabéns

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