terça-feira, 11 de maio de 2010

D E S T E M P Ê R O

Bate em toada
lenta o coração
Destemperado, chora
de saudade
Entorpecida ,
me vergando
aos dias
Que ainda faltam
Pra ganhar teus beijos...
Como laboriosa tecelã
Em devaneios
sonâmbulos, te teço
No descontrôle dos fios...
Lindo, grande, corpo,
dedos,  boca...
Abro os colchetes
e te deixo livre,
meu erudito homem
escrita viva...
No  despropósito
veemente
dessa  dor,
quero um cadinho
da seiva desse beijo,
E o desapego
infinito desse amor!!


Dorothy de Castro- Autora Orgasmo Poético

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